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História da Câmara
Poder Legislativo Francisquense
A antiga comunidade existente nas paragens de Nossa Senhora da Graça do Rio São Francisco, oficializada em março de 1658 por Manoel Lourenço de Andrade, com poderes outorgados pelo Marquês de Cascais, foi elevada à categoria de Vila em 4 de dezembro de 1660, com organização administrativa e judiciária próprias, sendo eleito primeiro capitão-mor o próprio Manoel Lourenço de Andrade e composto o Conselho pelas seguintes personalidades: Presidente – Francisco Fernandes Ortunho; Membros – Luís Rodrigues Cavalinho, Antônio Francisco Francisques, João Dias de Arzão, Vicente de Arriolos e Valério Lamim. Para Juiz de Paz foi escolhido Afonso de Lian Lôbo, cujas funções eram exercidas nas reuniões do referido conselho.
O Capitão Antônio Carvalho Bueno foi o último capitão-mor da Vila, em virtude da Lei de 1º de outubro de 1828, artigo 17, parágrafo Iº, que previa o fim das eleições de pelouro, dos juízes ordinários, etc. o Conselho passou a ser denominado Câmara da Vila, com eleição para os Vereadores e indicação do Superintendente (antigo capitão-mor), Juiz de Paz e seu suplente, pelo Presidente da Província. Em 21 de março de 1829, foi dado posse à primeira Câmara de Vereadores, que ficou assim constituída:
Presidente: Manoel Gomes Rittes
Vereadores: Antônio de Barros Lima, Salvador Gomes de Oliveira, Antônio José da Silveira, Martinho de Oliveira Cercal, José Francisco Pereira e Antônio dos Santos de Oliveira
Juiz de Paz: Tenente Bento Gonçalves de Morais Cordeiro
Suplente: Jacinto José de Souza
São Francisco do Sul nos 500 anos do Brasil
O mais antigo município de Santa Catarina teve participação importante nesses quinhentos anos de história do Brasil, tornando-se conhecido a nível internacional, pela pujança de seu porto, principal polo exportador de mercadorias produzidas na região sul do Brasil, e ainda, pelos acontecimentos registrados pós descobrimento, como a ida do índio Iça-Mirim para a França em 1504, onde contraiu matrimônio com Susane, sobrinha de Binot Paulmier de Gonneville, com quem teve 14 filhos, iniciando assim, importante e numerosa família franco-carijó.
No início do século XIX, foi descoberto nas imediações do Morro da Mina, uma liga de ferro-níquel, que segundo os historiadores, cerca de 25 toneladas foram exportadas para a Inglaterra naquela época. Quando se descobriu tratar-se de um meteorito, o qual foi denominado Santa Catarina, efetuaram-se muitos estudos devido ao interesse despertado pela grande quantidade de níquel. Um dos primeiros a apresentar trabalhos sobre o Santa Catarina na Academia de Ciências de Paris, foi o próprio Imperador Dom Pedro II, que, aliás, naquele mesmo ano, tornou-se membro e correspondente daquela instituição.
A modesta São Francisco, já elevada à categoria de cidade, também esteve presente na Gerra do Paraguai, através dos escravos Josué e Bastião, oriundos da fazenda dos herdeiros do coronel Francisco de Oliveira Camacho, que haviam se alistado em troca da cobiçada carta de alforria, e que, não chegaram a gozar das delícias da liberdade por terem sucumbido em batalha. Além de Dom Pedro II, estiveram em São Francisco para fiscalização ou inauguração de obras, os seguintes Presidentes da República: Francisco de Paula Rodrigues Alves, Getúlio Vargas e Ernesto Geisel.
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